Histórico

Ao ser criado, em 1943, o município de Aripuanã vinha a ser uma verdadeira região do Estado de Mato Grosso, abrangendo o que são hoje os municípios de Alta Floresta, Apiacás, anheira, Cotriguaçu, Juína, Juruena, Nova Bandeirante, Nova Monte Verde, Paranaíta e as novas unidades municipais que seguidamente retalham o mapa cartográfico destes antigos municípios citados.

Tendo em vista a área antiga, no território de Aripuanã viveram primitivamente povos indígenas mundurukú, apiaká, kayabí, nambikwára, tupi-mondé e arára.

A borracha marcou uma tomada de posse estável, ocorrendo o fenômeno de penetração norte-sul, do Pará e do Amazonas. Os seringueiros desses primeiros tempos eram quase todos nordestinos, afluindo à região de Aripuanã, subindo os rios amazônicos.

A partir da última década do século XIX, as comitivas subiam o Rio Tapajós nas épocas propícias, dispersando-se pelos afluentes do Juruena. Terminada a safra, refluíam aos pontos de partida dos baixos cursos dos rios em igarités e batelões carregados de “bolas” de borracha defumada. A região variava de densidade populacional, conforme a época do ano: safra e entressafra. Aos poucos, o Rio Roosevelt atraia os seringueiros para uma fixação mais definitiva em região ribeirinha, de onde partiam para as “estradas” seringueiras, montando comércio e barracões coletores e iniciando as primeiras lavouras de sustentação.

Em 1928, um bando de seringueiros chefiados por Júlio Torres, sob as ordens do peruano Alejandro Lopes, seringalista, que dominava o alto curso do Rio Aripuanã desde o início do século e fundador da vila de Aripuanã, massacrou uma aldeia do povo iamé, atualmente denominado cinta-larga.

Na década de 50, as operações para “limpar a área” tomaram proporções alentadas. Quase todas as aldeias do povo iamé foram exterminadas, especialmente entre os rios Juruena e Aripuanã.

Um desses massacres tomou a denominação de “Massacre do Paralelo Onze”, promovido pela empresa “Arruda e Junqueira” - sobrenomes de respeito e tradição (?). A ação repercutiu na imprensa internacional, gerando severas denúncias de genocídio de índios no Brasil.

Em embro de 1977, o sertanista Apoena Meirelles foi se encontrar com índios do povo zoró na Fazenda anhal, que estavam sendo vítimas de epidemia de gripe. Situações explosivas provenientes do Estado de Rondônia prejudicaram os trabalhos na região do município de Aripuanã.

O Decreto nº. 154, de 30 de março de 1932, cria o Distrito de Paz de Aripuanã e o Decreto-Lei nº. 545, de 31 de dezembro de 1943, criou o município de Aripuanã, termo da Comarca de Cuiabá.

O primeiro prefeito, credenciado pela experiência de funcionário da Delegacia Fiscal do Norte de Alto Madeira, Salustiano Alves Corrêa, pervagou o Rio Marmelos, afluente do Madeira, em procura de lugar apropriado para a fundação da sede municipal. Ao transpor a Cachoeira Paricá, acidentou-se, falecendo no desastre. Exploraram-se outras áreas, optando-se finalmente pelo entreposto seringueiro de Panelas, à margem direita do Rio Roosevelt, a 180 km aproximadamente, da linha de limite de Mato Grosso com Pará. O lugar recebeu oficialmente a denominação de Aripuanã, determinado pelo Decreto de Criação.

O primeiro lugar escolhido para a instalação da sede municipal foi Angustura, à margem esquerda do rio Ji-Paraná ou Machado. Mas não foi possível assentar a sede ali, porque pertencia ao Território de Guaporé (atual Estado de Rondônia). Posteriormente, exploraram outras áreas, optando finalmente pelo entreposto seringueiro de Panelas, a margem direita do Rio Roosevelt, a 180Km da divisa de mato Grosso com Amazonas, para instalara a sede do município, Aripuanã (que anos mais tarde é transferida para as margens do Rio Aripuanã).

Em 1966, o governador Pedro Pedrossian voltou seus olhos para a “terra esquecida” e programou incorporar aquela imensidade à vida econômica e política do Estado. Para tal empreitada precisava de um homem com muitas qualidades, um idealista, e também profundo conhecedor de sertões. O escolhido foi Amaury Furquim, experimentado piloto de taxi-aéreo, um “expert” em selva amazônica. É de Furquim a escolha da atual sede do município, às margens do Rio Aripuanã, junto às belíssimas cachoeiras de Dardanellos e Andorinhas.

Para se chegar ao lugar desejado, foi necessário uma viagem de 3 meses, tendo partido de Cuiabá, viajando por terra até a chamada terra esquecida, enfrentando todo tipo de adversidade que se possa imaginar.

Escolhido o lugar, em poucos meses de trabalho, as equipes de penetração construíram campos de pouso, e dotaram o lugar da infra-estrutura mínima, permitindo que Aripuanã se desenvolvesse.

Apesar da criação e instalação de uma sede, a administração municipal continuou funcionando em Cuiabá, ainda por mais 12 anos, vindo a ser transferida apenas no último ano do mandato do então prefeito Sebastião Otoni de Carvalho, em 02/12/78, fato histórico que marca, também, a ligação por rodovia (MT-170) com o resto do país. Aripuanã contou ainda com mais dois prefeitos nomeados: Antonio Paulo da Costa Bilego e José Idalberto da Cunha.Com a abertura de estradas, intensifica-se o processo de povoamento, e Aripuanã conhece um outro momento histórico, o de ter seus prefeitos eleitos.

A primeira eleição ocorreu em 1985, sendo eleito prefeito o Sr. Almiro Petersen Willig, comerciante proveniente de Santa Catarina. O segundo prefeito eleito em 1988 foi o empresário também de Santa Catarina o Sr. Darcy Vaz Laux. Na terceira eleição em 1993, foi eleito para prefeito o Sr. Alceu Antonio Veronese, comerciante, proveniente do rio Grande do Sul. Na quarta e quinta eleição- 1997 e 2000, foi eleito para prefeito o médico, proveniente de Goiás, Dr. Agostinho Carvalho Teles. Na sexta eleição em 2004, foi eleito Ednilson Faitta, empresário natural de Santa Catarina. Na sétima eleição em 2008, foi eleito o empresário Carlos Roberto Torremocha, natural do Paraná. E atualmente Aripuanã é novamente governada pelo empresário Ednilson Faitta, eleito em 2012.

O município de Aripuanã, atualmente tem uma área de 24.603,13Km2, no passado chamou a atenção pela sua dimensão territorial, que em 1943, ao ser criado, passou a ser um dos maiores municípios do mundo com uma área de 145.510Km2, abrangendo os territórios dos atuais municípios de Alta Floresta, Apiacás, Nova Bandeirante, anheira, Cotriguaçú, Juina, Juruena, Nova Monte Verde, Paranaíta, Rondolândia e Colniza.

Atualmente, carrega poucas características dos difíceis anos passados, sendo considerado um ótimo lugar para se viver, registrando um grande desenvolvimento sócio-econômico e reconhecidas melhorias de infra-estrutura básica, principalmente, na saúde, na educação e estradas.

Sua base econômica esta alicerçada na indústria extrativa, principalmente a madeireira, na agropecuária e no turismo (em desenvolvimento) pois temos belíssimas cachoeiras em nosso município. Aripuanã tem também um alto potencial mineral, com expectativa da implantação de uma mina de zinco, cobre e chumbo.

A origem do nome Aripuanã é indígena Apiacá, que significa Água de Pedra.

O município se localiza ao noroeste do Estado de Mato Grosso. altitude de 240 metros, temperatura média é de 26º C, o clima é equatorial quente e úmido. A vegetação predominante é floresta amazônica. O tipo de solo é argilo-arenoso. Os principais rios são: Aripuanã, Roosevelt, Guariba, Canamã, Capitari, Furquim e Rio Branco.



Fonte:

Arquivo Municipal

Escola Vilma Batistti
 

 

Hino de Aripuanã
Poesia: José Idalberto da Cunha
Música: Antônio Paulo de Andrade Silva


No alvorecer de um novo tempo
A História registra a coragem de um povo
Mudança bela de um progresso lento
Dum município de coração novo
Luta, trabalho esforço e esperança
Marca essa gente de outras regiões
Velhos, adultos, jovens e crianças
Enchem de glórias os seus corações

Aripuanã, Aripuanã.
Tu és amado com imenso ardor!
Aripuanã, Aripuanã.
Terra de paz, terra de amor!


Ao pisar teu solo de rara beleza
Lagos e rios, verdadeiros colossos
Não tinham ideia de tantas riquezas
Pedaço querido deste Mato Grosso
Em suas terras o ouro a florar
Do subsolo a cassiterita
Nos leitos dos rios brilham diamantes
E a vastidão da mata infinita!

Aripuanã, Aripuanã.
Tu és amado com imenso ardor!
Aripuanã, Aripuanã.
Terra de paz, terra de amor!


A tua fauna continua pura
Variedades de encantos mil
Preserva intacta a mãe natura
Pedaço virgem do nosso Brasil
A tua flor é rica e densa
Gigantes pomares em meio a florestas
Grato Senhor pela beleza imensa
E de ter feito nossa vida em festa

Aripuanã, Aripuanã.
Tu és amado com imenso ardor!
Aripuanã, Aripuanã.
Terra de paz, terra de amor!


Teu clima quente e bem tropical
A noite torna-se ameno e singelo
Sopra a brisa as quedas colossais
Das Andorinhas Dardanelos
Confiança imensa em ti teremos sempre
Tu és o nosso glorioso alento
Torrão querido de nossa gente
Aripuanã terra de um novo tempo

Aripuanã, Aripuanã.
Tu és amado com imenso ardor!
Aripuanã, Aripuanã.
Terra de paz, terra de amor!